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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


A renúncia é a libertação. Não querer é poder.




Fernando Pessoa






quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Vida É Feita de Pequenos Nadas



(Segunda-feira

trabalhei de olhos fechados
na terça-feira
acordei impaciente
na quarta-feira
vi os meus braços revoltados
na quinta-feira
lutei com a minha gente
na sexta-feira
soube que ia continuar
no sábado
fui à feira do lugar
mais uma corrida, mais uma viagem
fim-de-semana é para ganhar coragem)

Muito boa noite, senhoras e senhores
muito boa noite, meninos e meninas
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas
enfim, boa noite, gente de todas as cores
e feitios e medidas
e perdoem-me as pessoas
que ficaram esquecidas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas
a vida é feita de pequenos nadas

Somos tantos a não ter quase nada
porque há uns poucos que têm quase tudo
mas nada vale protestar
o melhor ainda é ser mudo
isto diz de um gabinete
quem acha que o casse-tête
é a melhor das soluções
para resolver situações
delicadas
a vida é feita de pequenos nadas

E o que é certo
é que os que têm quase tudo
devem tudo aos que têm muito pouco
mas fechem bem esses ouvidos
que o melhor ainda é ser mouco
isto diz paternalmente
quem acha que é ponto assente
que isto nunca vai mudar
e que o melhor é começar a apanhar
umas chapadas
a vida é feita de pequenos nadas

(Segunda-feira
trabalhei de olhos fechados
na terça-feira
acordei impaciente
na quarta-feira
vi os meus braços revoltados
na quinta-feira
lutei com a minha gente
na sexta-feira
soube que ia continuar
no sábado
fui à feira do lugar
mais uma corrida, mais uma viagem
fim-de-semana é para ganhar coragem)

Muito boa noite, senhoras e senhores
muito boa noite, meninos e meninas
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas
enfim, boa noite, gente de todas as cores
e feitios e medidas
e perdoem-me as pessoas
que ficaram esquecidas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas
a vida é feita de pequenos nadas

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco
quem o diz não vale mesmo nada
porque não julguem que a gente
vai ficar aqui especada
à espera que a solução
seja servida em boião
com um rótulo: Veneno!
é para tomar desde pequeno
às colheradas
a vida é feita de pequenos nadas
boa noite, amigos, companheiros, camaradas
a vida é feita de pequenos nadas

Sérgio Godinho




domingo, 2 de novembro de 2008

Peter Murphy, exemplar!



Peter Murphy exemplar!
Coliseu cheio de maduros, uns fiéis ao dress code e outros com descontracção  própria de quem já se vestiu de roupa escura mas que naturalmente a foi deixando para trás. O artista foi pontualmente britânico (coisa rara nestes dias), entrou de rompante presenteando o público com a expressão corporal a que já nos tínhamos habituado mas que ninguém esperava voltar a ver ao vivo, não o podemos exigir a um homem de 51 anos. A voz estava ainda melhor, madura, segura, cuidada e fantasticamente manobrada.
O pai do rock gótico e do movimento vanguarda (termo que mais me agrada) apresentou-se com toda a cenografia nele próprio, sem efeitos especiais. É a evolução própria de quem cinefilamente apareceu em 1982 ao vivo na projecção do filme de terror The Hunger a interpretar "Bela Lugosi`s Dead" - era a primeira aparição dos BAUHAUS. 
De todos os projectos, Peter Murphy, foi-nos surpreendendo com a música, a dança e a performance. Os BAUHAUS acabaram por ficar para trás e resistiram até aos nossos dias como um mito de que todos ouviram falar mas que a maioria não os conhece, nem percebeu que a fama não bate certo com a curta existência de poucos ano, apesar dos reencontros fugazes que foram ocorrendo ao longo dos anos.
Peter foi ficando cada vez mais requintando, deixou para trás a agressividade, aprendeu novos sabores musicais e ofereceu aos seus seguidores, a maravilhosa música alternativa enfeitada com os sons tradicionais turcos. Abandonou a Inglaterra e vive em Ankara desde os anos 90 depois de se converter ao islamismo. Evoluiu, não se deixou engolir pelo deslumbramento e continua na recusa de interpretação de certos temas dos BAUHAUS por considerar que estão em conflito com o que ele é actualmente.
Da noite passada há ainda a salientar o anúncio do lançamento do novo álbum.

Hoje trago dentro de mim:

I find you in the morning
after dreams of distant signs
you pour yourself over me
like the sun through the blinds
you lift me up
and get me out
keep me walking
but never shout
hold the secret close
i hear you say
...

Cuts You UP para ver e ouvir


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

e as AMIINA a acompanharem-me

Descobri as AMIINA há cerca de 2/3 anos durante um concerto ao vivo. Gosto do recurso aos materiais utilizados para produzirem a melodia, gosto da grande imaginação do projecto, gosto do facto de me identificar com a música e do carácter feminino que lhe é imposto.
Aqui fica o tema Hemipode ao vivo em Madrid... aguardo a confirmação da vinda a Lisboa, talvez a 11 de Novembro??



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lap DaNce


Quem não viu, nem sabe o que perdeu!
Death proof  foi escrito e produzido por Quentin Tarantino
Data de 2007 e conta duas histórias com mulheres curvilineas e voluptuosas que se cruzam com um homem misterioso, duplo de profissão, que conduz um automovel à prova de morte...
Além do humor sádico, dos clássicos, da velocidade, há ainda a salientar a magnífica "lap dance" protagonizada por Vanessa Ferlito ao som de Down in Mexico dos The Coasters (provavelmente a cena que mais andou na boca do mundo...)

Para quem não viu, aqui fica... (sem efeitos especiais e verdadeiramente inspirador...)





quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cheiro do aMor*

O cheiro do amor funciona como uma verdadeira bomba de atracção, impossível de passar despercebida. O corpo memoriza o odor, “aprende-o” e à mínima sugestão ou vestígios da sua presença, relembra a reacção provocada por um cheiro sensual…  

A palavra feromona surge do grego antigo ϕέρω (fero) "transportar" e ὁρμῶν (órmon), que provem de ὁρμάω (órmao) "excitar". São substâncias que provocam excitação ou estímulo. As feromonas são mensageiras químicas que, captadas por animais da mesma espécie permitem o reconhecimento mútuo e atracção sexual dos indivíduos.

O cheiro permite-nos identificar quem está perante nós… quantas vezes não se identifica o cheiro de alguém próximo, ou da pessoa que se ama?? Como a blogosfera ainda não nos permite emitir fragrâncias, resta-nos relembrar cheiros que tanto nos dizem e as sensações que nos provocam…




domingo, 5 de outubro de 2008

ouTono


A fotografia é de Ansel Adams, um dos meus preferidos.
Os seus trabalhos têm o factor da não manipulação da imagem
são as imagens que conseguem mostrar o que de melhor existe no nosso planeta

mas para mim são também as imagens que melhor ilustram o Outono

Sempre gostei do Outono,

Das suas cores, das formas que aparecem no chão

Gosto da facto da natureza ficar despida e mesmo assim ter força para resistir

Do vento forte que dança com tudo o que está em repouso

Em contraste com a brisa seca que sopra com tanta doçura

O outono não é para os fracos, só as raízes mais fortes sobrevivem

Fortalece os que resistem

Arrasa com tudo o que é supérfluo

(de VR)



segunda-feira, 15 de setembro de 2008

LeMon


 
A Lemon
 Out of lemon flowers
loosed
on the moonlight, love's
lashed and insatiable
essences,
sodden with fragrance,
the lemon tree's yellow
emerges,
the lemons
move down
from the tree's planetarium

Delicate merchandise!
The harbors are big with it-
bazaars
for the light and the
barbarous gold.
We open
the halves
of a miracle,
and a clotting of acids
brims
into the starry
divisions:
creation's
original juices,
irreducible, changeless,
alive:
so the freshness lives on
in a lemon,
in the sweet-smelling house of the rind,
the proportions, arcane and acerb.
Cutting the lemon
the knife
leaves a little cathedral:
alcoves unguessed by the eye
that open acidulous glass
to the light; topazes
riding the droplets,
altars,
aromatic facades.

So, while the hand
holds the cut of the lemon,
half a world
on a trencher,
the gold of the universe
wells
to your touch:

a cup yellow
with miracles,
a breast and a nipple
perfuming the earth;
a flashing made fruitage,
the diminutive fire of a planet. 

Pablo Neruda
 



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

David Lynch (sempre)


Nos últimos dias reparei que estavam a passar de novo a série Twin Peaks (1990). Tenho ficado "agarrada" à TV para rever tudo e desta vez sem perder pitada. 
David Lynch consegue sempre deixar-me colada ao ecrã, seja qual for a obra, adoro tudo o que vejo. Desde Eraserhead cujas personagens são presença assídua nos meus sonhos (sei que parece um pouco louco mas fiquei fascinada com a Sra. que vive no radiador a cantar "In Heaven") até ao The Straight Story que tantas críticas recebeu, gosto de tudo (mesmo tudo)!!! 

Enquanto me vou deliciando na TV com o fantástico mundo criado por David Lynch, aproveito para relembrar outras produções como o filme Mulholland Drive

(ao som de "this mess we`re in" de Thom Yorke e PJ Harvey)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

***



A gravação não é das melhores, a imagem também deixa muito a desejar mas a intenção é chegar aqui e ouvir quantas vezes me apetecer,
sem parar....
Estrela do Mar (...e Jorge Palma é claro...) 1991 - Álbum "Só"

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Manuscritos do Mar Morto ao alcance de todos

Ao que parece vamos todos poder "olhar de perto" os preciosos papiros!!!
Foi em 1947 que um grupo de pastores da Palestina descobriu os documentos com 2000 anos. 
Os Manuscritos foram identificados como os únicos documentos bíblicos judaicos que se conhecem e como sendo parte do Antigo Testamento.

Desde que foram encontrados, os manuscritos têm sido alvo de um cuidadoso estudo por parte da equipa de investigação. De forma a prolongar a "vida" destes preciosos documentos foram tomadas as devidas medidas de prevenção que passam por uma cuidadosa estabilização física e química  do manuscrito. Mas para que o estudo do documento não ponha em risco a sua manutenção, foi necessário optar por os digitalizar. 
O especialista em imagem digital, Dimon Tanner,  é o chefe da equipa responsável por esta fase do trabalho e diz “Veremos os pergaminhos com uma riqueza de detalhes que até pouco tempo nem imaginávamos ser possível”. Além de se conseguir uma maior percepção do documento e de se esperar avanços no seu estudo, é possível fazê-lo sem os prejudicar (já que não é necessário manusear o suporte original). 
A digitalização dos documentos permitirá uma melhor conservação dos mesmos, no sentido em que não vai ser necessário mexer neles a não ser em tarefas de inspecção. Além do carácter conservativo, espera-se que os especialistas consigam desvendar mais alguns mistérios, como detectar inscrições até agora desconhecidas.
A totalidade dos trabalhos deverão chegar aos 2 anos já que se tratam de 850 rolos de papiros. Entretanto ficou no ar a promessa de que o documento será disponibilizado on line para todos os que quiserem consultar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Força das Imagens

Até 14 de Setembro está a decorrer o Festival Internacional de Fotojornalismo
O encontro decorre em Perpignan, França e é organizado por Association Visa pour l`image
Pretende-se reunir o trabalho de fotojornalistas provenientes de todo o Mundo, debater ideias e partilhar experiências.

Aqui ficam algumas das imagens de Paula Bronstein / Getty Images

Contagem de votos em Peshawar - eleições no Paquistão


Vila de Bagroo, Paquistão

Balakot, Paquistão



Catmandu, Capital do Nepal



terça-feira, 2 de setembro de 2008

A força das palavras


Há ruas que nos passam completamente despercebidas, outras a que ninguém fica indiferente mas no meu bairro existem espaços preciosos e recantos surpreendentes.
Alfama é assim, tem o poder de seduzir ao primeiro encontro, as ruas estão cheias de sensações e se ficarmos tempo suficiente, saímos de lá com os sentidos completamente embriagados com o que nos é oferecido. 
São as cores, os cheiros intensos, a música que por se ouvir tão alta parece que caí das varandas, as texturas e remendos que se sentem quando se passam as mãos pelas paredes e a alegria tola que se sente quando se bebe um copo de vinho numa taberna cheia de gente.

Pronto, já chega, não vou escrever sobre o que AlfaMa é para mim... pelo menos por enquanto.
Apenas partilho estes pedaços de cimento, que são feios, tristes, cinzentos, gastos e que tapam o abandonado. Mas estes pedaços de cimento são também o suporte para desabafos.
Há já algum tempo que estes cantos são mensagens, na maioria das vezes sobre aMor. 
Existem tantos, são todos tão intensos e de um enorme calor.

Se pudesse também escrevia, apesar de em tempos já ter escrito nas paredes (sim, porque as ruas lá do bairro também são minhas...). Mas agora escrevia a sério e não aquelas coisas de miúdos. 

Enquanto escrevo e não escrevo cá vai a mensagem que deixaria naquele pedaço de cimento (para B): 
Nada é melhor do que sentir a tua pele a tapar-me o corpo, a tua barba na minha nuca, as mãos que me amparam o rosto

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pink Floyd condecorados




Os Pink Floyd foram premiados com o Polar Prize 
O prémio, também conhecido popularmente por Prémio Nobel da música, foi atribuído pelo Rei Sueco Carl XVI Gustaf devido ao enorme contributo para o desenvolvimento da cultura popular. A atribuição é feita a músicos que se destacam nas suas produções "exaltando a paz e a união entre os povos"
Aqui fica uma das suas maravilhosas músicas - Us and Them (imagem - A space Odissey)  

Henri Cartier-Bresson



  
Henri Cartier-Bresson nasceu a 22 de Outubro de 1908 (faleceu em 2004) e para celebrar os 100 anos do seu nascimento a Fundação HCB preparou uma exposição comemorativa (mais info. em  Arte Photographica).
Cartier-Bresson fica para sempre conhecido como o pai do fotojornalismo, o homem que esteve sempre no momento exacto quando foi preciso. As suas imagens não sofreram manipulação, nem no momento da captação nem no processo de revelação. Era assim que ele queria, a fotografia no seu mais puro estado para que o observador pudesse ver aquilo que ele realmente quis mostrar. Era a perfeição plástica da composição a preto & branco, feita com o máximo rigor.
A sua ferramenta artística era uma Leica (adepto fervoroso do formato 35 mm) que o acompanhava desde 1932, data em que inicia as suas inúmeras viagens pelo mundo e que participa na fundação da agência Magnum. Desde os anos "30" que nunca mais parou, o seu trabalho é uma obra vastíssima e uma importante fonte documental.
    
Ele é uma das pessoas que adorava ter conhecido... não sei bem se teria coragem para lhe colocar uma das (muitas) perguntas curiosas que tenho para fazer.
Há cerca de 2 anos, por motivos profissionais, deu-se o acaso de me cruzar com a sua filha Anne que é conservadora de colecções fotográficas. Além de uma excelente profissional é de uma simpatia enorme. A ela se deve a preservação do espólio do pai já que foi um dos grandes motores para a elaboração da Fundation HCH.






segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Chiado: montra de Lisboa

Desde miúda que frequento o Chiado, por todas as razões e por nenhuma. 
Era ali que se encontravam as últimas novidades, pelo menos para mim, que naquela data contentava-me em ficar a olhar para as cores e texturas que estavam do lado de lá da montra. 
Ao sábado de manhã as caminhadas pelo centro de Lisboa eram frequentes e o "nosso centro" começava na Sé, passava pela Baixa em direcção à Praça da Figueira e daí as opções eram várias, sendo a Rua do Carmo uma delas. 

No Chiado tudo tinha um ar distinto, era a melhor montra de Lisboa. 

O sábado anterior ao do dia 25 de Agosto de 1988 não era diferente dos anteriores. 
Fomos cedo aos armazéns Grandela para escolher o compasso que iria utilizar nas próximas aulas de desenho. Entrámos e subimos no elegantíssimo elevador. Escolhi o que queria e fizemos o caminho de regresso a casa. 
Esta foi a última vez que vi o Chiado que sempre conhecera. 
Na madrugada de dia 25 o cheiro a queimado era insuportável, da janela de casa via-se o espesso fumo sobre um céu negro rasgado por um profundo e intenso laranja. 
De manhã, passei no local e o cenário era "dantesco"

Entretanto o Chiado renasceu, de forma diferente naturalmente.
Nem melhor, nem pior, só diferente.
Para mim será sempre um Chiado encantado.   



quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Estimular pelo paladar.....


Tudo deve ser feito com aMor e a culinária não é excepção.
O poder da sedução pode sair reforçado com algumas receitas afrodisíacas. O segredo é a escolha de alimentos que naturalmente sejam estimulantes, confeccionados com uma excepcional e cuidadosa dose de amor.

Duas fórmulas, uma recuperada no século anterior mas datada de séc. I d.C, a outra é de agora...      

«Era um acepipe muito usado em todas as festas do culto de Venus. Para o realizar, descei ao jardim, colhei as rosas mais largas e as mais cheirosas. Pisae-as no almofariz. Ajuntae miolos de galinha, de pombo e de perdiz, muito bem cosidos, e depois de os terdes desembaraçado das mais pequeninas fibras. Acrescentae ainda duas gemmas de ovos, um fio de azeite puro, pimenta, e vinho velho, de Malvazia. Depois de ter bem mexido tudo, até conseguir uma massa leve e fina, deitae n’uma caçarola nova de barro, e collocae sobre um fogo lento e contínuo. Logo que a superfície se aloure, servi. Por toda a sala se espalhará um aroma de rosa - e a vossa alma bendirá Apicio Celio, creador d’esta maravilha»

Eça de Queiróz, in «Notas contemporaneas - Cozinha Archeologica», 1893



Escolher:  

ostras frescas/ fatias de bacon bem finas /1 limão/ Pimentas coloridas / pitada de Sal/ fio de Azeite/ pão caseiro torrado e cortado finamente

Procedimento: 

Abrir as ostras e retirar a carne cuidadosamente para não estragar a forma
Temperar com 1 limão e um pouco de sal
Envolver cada uma em uma fatia de bacon e prender com um "pauzinho" aromático
Moer os grãos de pimenta e polvilhar generosamente

Regar com um fio de azeite

Colocar as ostras no forno pré-aquecido por 10-15 minutos, 
Servir quente com o pão caseiro previamente torrado, junto com finas fatias de
limão

Por fim deposita-se o resultado numa
"cama" de pétalas de
rosas vermelhas

(Não esquecer de acompanhar com um bom vinho e música ambiente)